Dicas para fisgar peixes redondos

Muitos já conhecem ou ouviram falar em “ração artificial”, seja ela do tipo que flutua (EVA) ou do que afunda (miçanga). O peixe redondo, cada vez mais, aumenta sua percepção e acaba refugando esse tipo de isca em certas ocasiões. Neste momento entram em cena determinadas variáveis capazes de “iludir” nossos adversários.

Se usarmos uma ração artificial, confeccionada com material natural como cortiça, por exemplo, no lugar do EVA, ou miçanga feita a partir de um caroço de azeitona, os peixes terão menos dúvida quando atacarem. Apesar de parecer estranho à primeira vista, adaptar um caroço de azeitona para servir como miçanga é simples e altamente eficaz. Com o auxílio de um esmeril, podemos “comer” as pontas até encontrar a parte oca.

Desta forma, terá o formato e a aparência da ração quando encharcada e começar a afundar, pois em determinados dias os peixes estão manhosos e se alimentam logo abaixo da superfície. Podemos usar caroços de azeitonas pretas ou verdes, que tem cores diferentes, ou ainda acondicioná-los em vidro fechado, já que em ambiente aberto eles mudam de cor.

Uma técnica eficaz de fazer esta apresentação é usar bóias cevadeiras com uma pernada de um a dois metros de distância. Assim, poderá brecar o arremesso um pouco antes e a bóia cairá antes do líder, liberando a ração (ceva). Basta fazer um pequeno recolhimento e a isca estará em cima da ração liberada na faixa de ação.

Outras dicas: no girador da bóia, coloque de um lado a linha principal e do outro a da pernada, para que o girador cumpra bem o seu papel. Já no caso da bóia de regulagem – uma pequena bóia de isopor número 3 com cerca de 2,5 cm, que estará na pernada e será o ponto visual para as fisgadas – o segredo é estar atento. Assim que a pequena bóia afundar, a fisgada deve ser rápida, pois ao perceber que a isca não é natural, o peixe a expele rapidamente.

Com miçangas e o caroço de azeitona, a bóia tem o papel de regular a profundidade entre 5 e 50 cm, o que dependerá de vários fatores. O correto é fazer testes e achar a regulagem ideal. Para as miçangas, diversos tipos de anzóis podem ser usados, desde que sempre sejam iscadas pelo olho antes de amarrar a linha.

Os modelos vão desde os de robalo Wide Gap aos populares 4330. Na verdade os mais indicados são os Marine Sports referência 1971N, conhecidos como pata longa, que levam este apelido devido ao formato de uma haste comprida. Quando estou com eles não uso encastoado.

Fonte: Pesca & Cia

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